Tudo sobre a tal da serotonina

terça-feira, junho 28, 2016


Sonhei com o vento

         Toda vez que o vento dá, eu me pego desejando a tua presença. Toda vez que o vento grita pela janela dos apartamentos ao redor, eu acabo sentindo um leve carinho teu, involuntário. O vento dá, frio e devagar, na minha pele quente e mãos trêmulas. Frio tu és, devagar, estamos.
          Essa noite eu sonhei com o que esperava de ti. Sonhei com a imagem que eu vi refletida em meu espelho. Tenho medo da tua conclusão, das tuas certezas. Sonhei com tuas mãos livres das algemas, como uma vez aconteceu. Sonhei porque não quero lembrar e sonhei pra não esquecer.
          O vento deu e eu senti. Não sei se sozinha, não sei se desejou projetar-se também. Sonhei que sim, mas o vento deu e varreu o chão. O meu chão descobriu um NÃO gravado. O que é real, afinal? Em que acreditar?
           Desejos proferidos, beijos professados, Os pés, dormentes, os sorrisos formigando junto aos olhos inflamados. Esqueço o resto quando o vento dá e teu olhar surge no éter da mente. Não me deixe lembrar, mas não me faça esquecer.
          Amarras e correntes que criastes o impedem de ver. meu deus, que carinho só machuca se assim achar que deve ser a sua função. Ou talvez tenha posto tais amarras a fim de me afastar mesmo, devo considerar. Só não me apague dos teus olhos... Pois talvez eu nunca consiga tirar-te dos meus.
         Posso te deixar ir. Eu sei que posso. Só não sei se devo e preciso... Mas não sem antes obter minhas respostas.

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