Tudo sobre a tal da serotonina

sábado, janeiro 05, 2013


Acontece

                   Eu realmente não entendo porque ouvir Nirvana às 5 da manhã me faz sentir a adolescente mais rebelde de todas. Usando do clichê, eu me sinto uma americana de Seattle pronta pra explodir dentro de minhas camisas de flanela.
                Me soa MUITO nostálgico. Talvez eu tenho vivido realmente nessa época mentalmente. A verdade é que a melancolia me atrai demais e o grunge em si tem isso que atrai. "Mas o que é isso, Catarina?" - você deve estar se perguntando - ... seu blog mudou de conteúdo e você virou uma crítica musical por livre e espontânea vontade?"
               Sim e não. Não necessariamente na ordem. Resolvi voltar a escrever sobre o que eu quero. Pelo menos aqui me sinto livre com minhas metáforas e analogias sem sentido algum, como pães e sentimentos ou panelas e superações... Coisas do tipo. Envolve música e espontaneidade, se vocês ainda não entenderam.
               Portanto, senhores pouco leitores do meu nobre blog, a "Cathy Catherine"  de  vocês está de volta com as coisas mais aleatórias possíveis. Me aposentei do twitter... A vida andou me sacaneando um pouco e eu resolvi que a internet caga a minha vida. Ultimamente eu tenho estado mais pelo facebook.

             Não, não estou rodeada de pessoas, sou uma moça de poucos amigos com cara de poucos amigos. Ou não, até que eu tô bem legal essas épocas... Tenho meu namorado lindo e maravilhoso que vai rir dessa postagem certeza.
              Acho mega importante ter esse meu cantinho de privacidade, onde eu escrevo muita merda, apago e fica por isso mesmo. Claro, as que saem melancólicas o bastante, eu posto para vocês lerem. Talvez seja a quinta vez que eu escuto Come As You Are. O Kurt deveria sair da minha cabeça o mais rápido possível, antes que eu use os métodos dele pra ir resolver isso com ele mesmo.
             Medo, medo, medo, medo, e eu nem sei mais porque eu tenho tanto medo de simplesmente viver. É sério, eu ando com medo de abrir a porta do quarto. Dedos, incriminações... Não, eu não sou nem de longe a virgem imaculada de consciência e bons modos, mas acredito que eu também não seja uma bruxa. E afinal, que inquisição falsa é essa?
             Tenho que melhorar, mas acho que eu tô me perdendo de quem eu sou. Não sei mais quais são meus gostos, não sei dar um passo afora... Eu me perdi tentando achar dentro de mim a resposta para os outros, desenvolvendo qualidades para uns, que virariam defeitos para outros... É, eu me fudi :)
           Porém aqui estou eu revivendo das cinzas, a fênix ressurge. Novidade, não? Blogger responderia muita coisa por mim. Ah tá, tô revoltadinha sim. E com sono.
             O sol tá nascendo... Se eu tivesse uns 2 ou 3 anos a menos, eu estaria ouvindo música na minha janela, pensando em como o Chris Martin tem razão ao dizer "We live in a beautiful world..." "yes, we do" realmente, Dear Chris, mas com o seu dinheiro, meu mundo também seria lindo. A verdade é que apontam o dedo na sua cara e apontam mesmo. Eu só tenho que aprender a lidar com isso e fazer o que eu me propus a fazer desde que eu comecei a pensar com a minha "bola enrugada cheia de neurônios", me manter fiel à minha essência. Ser eu mesma. E foi isso que eu acabei de fazer um pouquinho. Acho que não me custa nada agora.
              Sol nasceu, é hora de "morrer" pra acordar exatamente o que eu fui dormir ontem. Quem eu serei?
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