Gabar-se de si mesma era esporte. Desculpem-me o pleonasmo, mas quando se trata dela, aquela pequena germinante em que tudo se enraíza, precisa-se enfatizar essa pitada de egoísmo pleno. Hoje, eu vim lhes contar um pouco mais da minha menina dos olhos. Cruel e faceira, como bem quiserem definir todos os paradoxos.
Não muito alta, mas se pode gritar ao mundo. Ela sim, me faz feliz. Não preciso de tantas características para descrevê-la. Não, não preciso mesmo. Creio que todos já a conheçam ou pelo menos já ouviram falar. Não se é tão difícil encontrá-la por ai mundo afora.
Uns amam dizer com todas as letras como ela é, de quem ela se trata, do como ela o faz sentir, entre outros aspectos individuais. Eu, por outro lado, dediquei meu tempo a repará-la nas ruas, praças, bares ou qualquer lugar do mundo que ela frequente. Eu tenho a seguido e perseguido há anos. Até que no começo deste ano, a pude alcançar.
Nesse intervalo de tempo, desde que me fascinei por ela até encontrá-la, eu cometi uma série de erros. Os mais banais, os mais terríveis e os mais condenados, por mais que eu achasse que estava acertando e sendo legal em busca dela. Fiz da minha privacidade a dela, mas era justamente isso que ela buscava ir na direção contrária. A confundi com outras, outros e preguei a sua palavra sem a conhecer. Decidi que ia esperar por ela sentado, bem quieto, apenas admirando-a e a deixando um pouco de lado. Mencionei que ela adora aparecer para quem não se interessa por ela?
Aliás, não importava se eram pessoas ou não, tudo aqui que não a olhasse, a atraia. De certa forma narcisista. Pois bem, estava eu quieto como sempre fui desde cedo. Bati o olho nela, mas só fiz menção de pensar em me aproximar. Desisti. Não é que ela veio? Veio logo e veio faceira, me levou de mansinho, mas infelizmente me lembrou das crueldades passadas que eu cometi para com os princípios dela. Pois é, eu escondi dela tudo aquilo que fiz enquanto a procurava. Errei, admiti, fui lá e fiz valer a pena.
Belo dia, disse ela em minha consciência, bem no pé do ouvido da dita cuja: - Deixei o passado de lado. Eu quero tá contigo é agora e é agora que eu vou ficar. Me dê essa sua mão que é ela quem vai me guiar daqui pra frente. Eu fiquei lisonjeado. Sim sim, fiquei mesmo. Ela me escolhera para passear de mãos dadas, apesar dos erros. Disse-me certa vez que se anda é pra frente, e ela chegou agora e pra ficar. Que o que ela transborda é sincero, necessário e agrada qualquer um. Quem vai querer jogar tal felicidade fora?
Eu bem queria tê-la conduzido, mas ela fala mais que eu, e quer dizer muito mais quanto tem a dizer. Sabe quanto as palavras faltam na boca de quem mais sabe? Morro de enxergá-la com uma aura brilhante, quase me seduzindo e dizem que aquilo é mais que qualquer problema que possa acontecer.
Talvez, quem sabe, ela se multiplique mais vezes. Essa pequena que cresce logo, que falou que tem várias copias por ai, e que cada uma delas acha que é a verdade. Sabe de uma coisa? Pode até ser sim. Então, enfim, você conhecerá a sua e ela vai seduzir a sua mente. Agora você se pergunta: Quem é a menina dos olhos do autor que ele tanto endeusa?
Simples, estou falando de uma palavrinha chamada amor...





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