Tudo sobre a tal da serotonina

quarta-feira, agosto 22, 2012


Um certo meio

                        Enfim, sós. Agora podemos dizer que somos só nós dois nessa sala que mais me parece sem fim. Aqui, as palavras são redundantes e não há nada que agrade a todos. São sempre obras e conceitos contrários demais para serem postos como ícones.
                        Simplesmente, as palavras fluem. Palavras aquelas que sempre contrárias, mas fluidas. Eu falo, você retruca, eu vivo, você justifica. Simples! Não, não tão simples, você está certo. O mundo gira todo em torno do certo e do errado. É certo ter condições enquanto outros não tem?
                       Diversidade não é mais levada em conta tanto quanto as adversidades. Seria o certo? Voltando a nós: Sós. Quem sabe até "sóis". Sóis de nós mesmos. Nada gira em torno da gente se não a gente. E sim, eu e você, apesar de sós, somos sóis. Dois sóis egoístas.
                        Hoje me pergunto como eu vim parar aqui. Aqui, nesse lugar, nada aqui me faz bem, nada aqui me satisfaz. É sempre hora de correr atrás, mas os outros só te enxergam na velocidade de uma lesma ganhando peso ao se aproximar de uma atmosfera diferente da sua. O peso que elas mesmas atribuem a você.
                        Bem que eu tento conviver com o tipo de pessoa que você. Sempre falante, rindo, por vezes engraçado, mas tem horas que até o ranger dos teus dentes me faz sentir nojo de ainda andar por aqui. Esse aqui já não me pertence.
                          Me pergunto também porque você simplesmente não para pra perceber que aquela tal lesma, no caso eu, estou sim me mexendo. Só não sei mais pra que lugar você quer que eu me mova, então por isso, retomarei às atividades na minha direção. Apenas e somente na direção que eu escolher. Isso mesmo, no que eu escolher para mim mesmo, Difícil, não?
                         Aliás, difícil seria uma palavra que eu agora não quero que faça mais parte do meu vocabulário. Acho que a minha definição de tempo está bem aliada e alinhada ao tempo e tempo é outra palavra que eu estou preferindo esquecer. Um dia sem olhar as horas me parece render sempre mais. Ou menos, dependendo do contexto.
                        Ufa, acho que desabafei. Me desculpa, olha... É que são coisas que me incomodavam há tempos. E o pior que você sabe disso, afinal, é por culpa sua que estamos aqui. Olha, obrigada. Eu não sei se você entendeu muita coisa, mas eu só quis expressar como o mundo é pra mim.
                         Não quis te ofender... Eu só acho que é hora de mudar o que tá a minha volta. Aquela coisa de ares, sabe? Não vai doer mais do que tá doendo. Se eu suportei isso o tempo todo, suporto mais um pouco agora. Acho que já coletei forças o suficiente pra construir o que preciso por meus meios... Enfim, já te disse os teus olhos são os mais lindos que eu já vi?
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