As luzes se apagam e eu me vejo só. Mais uma vez, que angustiante! Eu já sinto os meus anticorpos se armando contra o problema, mas não... Eu quero evitar. Sabe quando se tem vontade de gritar o mais alto que se pode, mesmo sabendo que ninguém vai te ouvir? Mesmo sabendo que ninguém vai te tirar dali?
Queria acreditar outra vez. É saudável, saudoso e tão pessoal quanto minhas veias... Veia voláteis, mas não tão volúveis quanto meu pensamento. Esse sim voa solto e cada vez mais distante do chão.
Toda despedida pra mim é ruim, seja ela apenas fictícia, mas ferina quanto à ideia. Firmar os pés no chão é cada vez mais difícil, nem o enxergo mais.
Ter tudo e não ser completa, eu sei bem o que me falta. Será minha incompetência? Doação exagerada? Não, eu não espero nada em troca, nem quero esperar, mas um pouco de atenção é o mínimo que se espera. Esperar traz cada dia mais decepção.
Só quero que um dia as luzes se acendam de novo. E eu saiba cuidar de mim e não olhar tanto pra ela. Talvez um dia ela enfraqueça e me olhe como se dissesse "Eu sei que você guardou meu brilho com você."





0 comentários:
Postar um comentário