Passei numa loja de locadoura para alugar alguns filmes interessantes para assistir quando eu fosse voltar pra casa. Ainda eram 17 horas e eu não estava nem perto de terminar tudo o que eu tinha pra fazer naquela redação do jornal.
Escolhi 3 filmes para assistir e chorar a noite toda, meu esporte preferido. Voltei a minha sala na redação e sentei-me a espera de alguma inspiração para aquela coluna de natal. Para daqui a mais de um mês. É que na verdade, eu tinha que deixar uma série pronta até lá.
De repente me veio um olhar triste na cabeça, que eu não identifiquei de quem era. Era um brilho (ou falta dele) muito estranho que me atingia de uma forma inexplicável. Comecei a achar que eu estava meio pirada e resolvi que ia abandonar a redação e ir pra casa, mas não ia assistir filmes.
Mesmo com toda a minha idade nas costas, a adolescência gritou mais uma vez sua rebeldia dentro de mim e eu resgatei meus fones de ouvido, meu player e fui andar pela cidade. Com apenas alguns centavos pro bombom e música.
Parar pra reparar na vida dos outros é um ato de quase loucura que todos deveriam cometer. E para ser mais clara, você acaba enxergando sua própria vida. É ai que a ficha cai: Você existe! Você vive, você come, você dorme... Sentimentos são só sentimentos, fatalidades que acontecem sem pedir licença pra ir ou vir e ainda por cima machucam e alegram, fazendo você existir de diversas formas diferentes.
Vivendo e ainda sim perdendo, você se pergunta. Mas e dai? Deve ser assim que as coisas funcionam. A gente perde os outros pra ganhar a si mesmo. Mesmo que de propósito.
Outro olhar triste me passou pela cabeça mais uma vez... O mesmo foi tornando a ganhar brilho, um brilho alegre de quem agora tem o que necessita. Foi ganhando cara de bem estar, de dúvida solucionada. Que jeito será certo de viver?
Quando eu menos esperei, me dei de cara com o portão do meu apartamento. Como vim parar aqui? Eis a questão. Nossos pés nos levam aonde eles tem certeza que vão parar.
Abri o portão, subi e nem fiz questão de ver os filmes, acho que a cama era o pedaço do céu que me faltava naquela noite tão vívida e vivida.





2 comentários:
Percebemos a falta de um brilho,um certo brilho que buscamos no dia - a dia .Esse brilho é que nos faz uma grande diferença de rotina.Esse brilho nem sempre é bom.Às vezes,pode ser algo melancólico, que nos faz ter pequenas reflexões de nossa atitude.Já o brilho bom, é aquele que nos faz sentirmos bem , e, dá aquele gosto de alegria.Não somos estrelas que brilham no céu,mas sim algo que brilha diferente.
É verdade,nossos pés nos guiam.
Adorei o post , Cat muuuito bom ! *U*
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Bjo :*
Obrigaaaaaaaaada Jubs!!!! *-*
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