Minha panelas furaram tão bem como minha paciência. Onde já se viu uma loja não querer aceitar que eu pague por outras panelas? Mas a burocracia cria umas coisas...
Peguei o pote de sorvete e me joguei no sofá como quem não quer nada. Pensei " Vamos Ana, pare de comer, sua barriga está enorme e seu braço tão gordo que tá repuxando sua tatuagem de laçinho ainda na nuca." Meti uma colher na boca e liguei a TV.
Canal por canal, eu acabei dormindo e perdendo a hora da audiência. Sim, o que eu podia fazer se as minhas panelas não estavam fazendo o óbvio? Eu cai em mim e pensei na seguinte questão: Você já perceberam o quanto é frustrante e complicado não te deixarem fazer o óbvio? É como comprar um CD e não poder ouvir.
Resolvi lavar o pote de sorvete e me deitar no meu querido, amado, confortável e confortante sofá listrado.Liguei o som pra ouvir algo que me deixasse no mínimo entretida e com cabeça pra escrever. Coloquei Slayer e foi. Não consegui escrever nada que pudesse ser postado em um jornal. Mas eu precisava. Foi então que...
Saudade! Saudade é um tema estranho... Abri o album de fotografias da minha família e vi quem eu não queria ver, quem me deixou há tanto tempo... Eu só tinha 19 anos. A saudade depois de 7 anos é tanta que eu acabei percebendo que foi quase a mesma coisa com as panelas.
Você percebe que a sua existência tem um buraco quando você não consegue fazer o que é proposto pra ela: SER FELIZ. Basta correr atrás e marcar uma audiência com a vida, parar pra pensar e ver que nem é tão complicado assim.
Foi ai que meu telefone tocou...





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