Tudo sobre a tal da serotonina

quarta-feira, abril 27, 2011


O silêncio dos inocentes

Estou em uma fase diferente do normal? Ou estou na fase mais normal da diferença? Enfim, eu ando "escutando mais o silêncio". Para uma pessoa religiosa musicalmente, se é que me entendem, eu ando bem diferente. É quase como um evangélico (fervoroso, diga-se de passagem) sem ler a bíblia, mas ao mesmo tempo é tão reconfortante quanto o sentimento que esse mesmo evangélico tem quando reza pedindo o que quer. E consegue.
A diferença é só que eu quero respostas, respostas e várias respostas. Eu tenho muitas perguntas, e tenho certeza que elas se encontram dentro de mim. No silêncio eu me acho, eu me engano, eu me encontro e me perco, simples assim.
 Vi um post assim no twitter : "E assim me descubro cada vez mais contraditória, como um silêncio ensurdecedor." É justamente disso que eu estou falando. Sabe o que eu estou percebendo? Posso contar nos dedos as pessoas com quem eu sou realmente verdadeira, que conseguem arrancar meus sentimentos de mim PESSOALMENTE. Porém, não posso contar nos dedos as pessoas (vivas ou não) que conseguem traduzir meus sentimentos, liricamente na maioria das vezes.  O que eu me pergunto é porque o silêncio diz tanto. Silêncio mesmo, total. Assim como o escuro me diz muito, assim como a luz da lua me inspira tanto, eu curto o silêncio pra responder tudo o que eu penso. Afinal, entrar em conflito com sua própria cabeça e resolver ali mesmo é algo fascinante pra mim. E pelo o que eu saiba não faz mal à ninguém.
Outra motivo para eu preferir o silêncio: Chega uma hora em que você fica verdadeiramente hirto de tanta reclamação, de tanta coisa. Prefiro o silêncio de um mar profundo do que simplesmente as reclamações dos incríveis seres humanos, que tanto destroem e nada mudam.
O que eu me refiro, refinando mais ainda a minha posição, é que o silêncio que eu prefiro é realmente o silêncio das inocentes. Inocentes aqueles que não falam nem agem por si só, inocentes aqueles que são controlados por mentes brilhantes (guitarras, como exemplo) e o silêncio da natureza, os inocentes mais criativos e desenvolvedores de inocentes. A contradição é que o silêncio não é o mais inocente da história. Os inocentes fabricam silêncio, pois pensam bem no que não sabem falar.
Enfim, eu estava falando sobre o que mesmo? ^^ :*
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3 comentários:

Kowoski disse...

pois é... você estava falando sobre o que mesmo? desculpe, me perdi na parte "diferente do normal".
Pra mim, inocente é quem ainda não foi acusado.

Catarina Nogueira disse...

Eu concordo, mas só em alguns casos. Que parte diferente?

Maria Julia disse...

Cat,eu tô lendo um livro mt massa chamado Longe dos olhos.Ele fala do amor e preconceito de um cara que era negro e ama uma menina que é cega,mas branca.Se vc se interessar pelo livro eu te empresto!
E tem partes que envolve o clássico o mulato de Aluíso Azevedo
bjs,bjs :*

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